Sobre

“ Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou a sua construção.” Paulo Freire

Atuação

  • Palestra para professores;
  • Palestra para os pais;
  • Atividade lúdica para trabalhar a alfabetização;
  • Atividade cognitiva e lúdica para crianças através de jogos, leituras, entre outros;
  • Trabalho psicomotor;
  • Auxílio nos deveres de casa com uma proposta psicopedagógica.
  • Artigos

    Contar histórias é um ato de amor, um momento de intimidade entre o adulto e a criança. Por isso, pode ajudar o relacionamento criança/família, criança/escola, criança/mundo.

    As histórias são eficientes para ensinar justamente porque encantam as crianças. Não é impressionante como elas nunca se cansam de ouvir muitas e muitas vezes a mesma história? É fácil entender esse fascínio, basta lembrar que a literatura tem como matéria-prima a emoção. Assim ouvir histórias pode ajudar a criança a crescer e enfrentar seus medos e inseguranças, além de ser uma experiência muito prazerosa.(Betthelheim, 1978).

    A voz do pai ou da mãe passa para as crianças componentes mágicos – algo tão inerente à sua própria infância – supre-as de uma afetividade diária – infelizmente nem sempre possível para um grande contingente de crianças dentro da realidade brasileira – o que iria minimizar alguns conflitos ocasionados em crescimento.

    A fantasia e a magia de uma história não só encanta e desperta a imaginação criadora, como também é responsável por várias formas de contatos de gerações, avós que contam histórias são o fascínio dos netos. Fanny Abramovich (1995) nos diz que é ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes como a tristeza, a raiva, a irritação, a tranquilidade e tantas outras mais. E viver profundamente tudo o que as narrativas provocam em quem as ouve. Ora, é através da história que o sujeito vive as emoções, elabora-as e pode, assim, entender alguns fatos da sua vida.

    É importante contar histórias para as crianças, pois através delas podem descobrir palavras novas, entrar em contato com a musicalização, com locais, com fatos históricos. Contando-se histórias, trabalha-se melodia, ritmo, expressão oral e tantas outras formas interdisciplinares de socialização e aprendizado.

    Ao contar uma história para uma criança, tem-se a oportunidade de compartilhar emoções, despertar o prazer de escutar o outro e de estar em convivência com o grupo. Ao ouvir uma história, pode-se fazer e refazer, produzir e reproduzir, no sentido de reconstruir imagens na mente, imagens do passado, estimular a criatividade, etc.

    O hábito de contar histórias constitui um precioso instrumento para o relacionamento, trata-se um momento de aproximação, descontração e troca. Exige parceiros dispostos a mergulhar por inteiro na aventura da fantasia.

    Cunha (1970) relata que um bom contador de histórias precisa acreditar na realidade da ficção; ser natural e discreto; evitar as adaptações, lendo o que está escrito no livro; não explicar demais; lembrar que toda história é um ponto de encontro e de partida para outras atividades e que a moral da história muitas vezes é nenhuma, ou melhor várias; porém quem deve descobrir é a criança.

    Não podemos negar que o vínculo afetivo (corpo a corpo) que a criança constrói com o adulto ao ouvir uma história é muito importante para tantas descobertas necessárias em sua faixa etária. É certo que não podemos sonegar às crianças de hoje o contato com as novas tecnologias (TV, Computador, tablet, celular, etc), porém seria muito bom se os pais buscassem mais tempo para estarem com seus filhos ajudando-os na construção de suas histórias. Para isso, seria preciso percorrer caminhos que, às vezes, parecem esquecidos: brincar com música, desenho, jogos, recorte e colagem, dobradura, dramatização. Literatura Infantil e, desta forma, deixar que o imaginário da criança possa leva-lo até onde desejar. (Leite, 1997).

    Contar histórias é abrir as portas para a fantasia, é dar a chance de a criança construir sua própria história – seu bem maior.

    Fátima Uhr
    Psicopedagoga e Psicóloga Infantil
    CRP. 18.505-05

    Chega o final do ano e muitos pais passam pelo dilema de escolher em que escola matricular seus filhos. Isso pode acontecer por ser a primeira vez em que a criança vai estudar ou porque a mesma não está adaptada à escola que frequenta.

    Neste momento, vários aspectos contam: ser perto de casa, ser bilíngue, ter bons recursos materiais, adotar boa proposta pedagógica e que inclua atividades interdisciplinares, ter corpo docente com bom nível técnico e cultural, desenvolver atividades extra-curriculares, utilizar tecnologia de ponta, ter ótima infra-estrutura e segurança, entre tantos outros pontos importantes para formação de uma criança.

    Contudo, às vezes, os pais esquecem de se perguntar: será que a escola que escolhi está adequada ao modo de ser do meu filho? Sem essa pergunta, correm o risco de matricular seus filhos em determinada escola porque lá estuda melhor amigo do seu filho, ou porque eles (pai/mãe) estudaram lá, ou porque a escola prepara para o vestibular, etc. Mas as crianças têm características próprias e podem não se adequar aos sonhos de seus pais, àquilo que parece bom para eles. Muitas vezes, elas sofrem para se adaptar a uma realidade que não condiz com seu temperamento. Vivem um ano letivo conflituoso, com reflexos emocionais e cognitivos.

    Por isto, quando for escolher a escola para seu filho, faça várias visitas e em diferentes horários. Converse com a equipe técnica da escola e conte um pouco das características do seu filho. Escute o que ela tem a dizer. Veja o material pedagógico, informe-se sobre as avaliações em relação às notas, tarefas de casa e outras atividades. Se possível, converse com os pais da escola e ouça sua opinião sobre os pontos positivos e negativos da instituição. Leve seu filho para visitar a escola, veja como se sente naquele ambiente. Pergunte o que o seu filho achou da visita e leve sua opinião em consideração quando fizer sua opção. A escolha da escola deve ser uma de cisão dos pais e não só da mãe ou do pai. Saber que seu filho está numa escola em que você confia trará segurança e tranquilidade no processo de adaptação, especialmente para a criança que ficará o dia inteiro na escola. Esses cuidados são um bom começo para um ano letivo bem-sucedido.

    Fátima Uhr
    Psicopedagoga e Psicóloga Infantil
    CRP. 18.505-05

    Encontramos cada vez mais pais no impasse do que fazer com seus filhos, deixá-los em creche ou com uma boa babá? Sabemos que mais mulheres estão crescendo profissionalmente, especializando-se e ganhando seu lugar no mercado do trabalho, mas quando se tornam mães, elas acabam ficando divididas em relação ao cuidar do seu bebê ( principalmente até completar 1 ano.) ou buscar outras alternativas. Acredito que a mãe não deve assumir essa culpa. A decisão para o melhor desenvolvimento e cuidados do seu filho deve ser tomada a dois, pai e mãe, pois ambos são responsáveis pela vida do pequeno.

    Como toda escolha existem pontos positivos e negativos. Primeiro abordaremos a questão de deixar o bebê na creche. Há longos anos atrás, nossas creches eram somente assistencialistas. A criança só recebia os cuidados necessários de higiene e alimentação, cabia à creche apenas a responsabilidade pela sua sobrevivência.

    Com o passar do tempo, estudiosos (teóricos) começaram a observar o desenvolvimento infantil e mostrar que esse ambiente precisava ter mais recursos, porque ali ele passava o dia todo. Então, novas creches foram surgindo e nos dias de hoje temos muitas bem estruturadas, com equipe de profissionais, educadoras, pedagogas, psicólogas e ambientes estimuladores para que a criança alcance grandes conquistas em seu processo evolutivo.

    A criança em uma creche bem estrurada terá atividades como: música, natação, psicomtricidade, cantinho de brinquedos, entre outras. Também se ajustará às regras, um horário de alimentação, banho e receberá atenção quando chorar. Aprenderá também a dividir com os amigos tantas outras necessidades e conquistas. Será cuidada por várias educadoras com acompanhamento pedagógico e psicológico. Em algumas creches se estabelece uma divisão de tantas crianças para determinada educadora, formando-se, então, um vínculo bebê/educadora. Para muitos pais essa relação é positiva. Mas, para outros essa relação pode causar certo ciúme, quando isto acontece, os pais precisam do apoio da equipe técnica para conversar e tirar suas dúvidas.

    Sabemos que essa relação tem ganhos e perdas, contudo esse bebê passará durante toda sua vida por situações assim. Precisamos ter pais atentos que estejam ao lado dos seus filhos e o auxiliem. Saber que, seu filho está numa creche confiável trazendo segurança e tranquilidade durante o processo de adaptação.

    Falemos, agora, em deixar a criança com uma boa babá.

    Nesta situação a criança não sairá do seu ambiente familiar e receberá atenção exclusiva babá/bebê - são pontos positivos. Além disso, os pais podem usar recursos como câmeras em casa para saber se seu filho está sendo bem cuidado. Os pais precisam conversar bastante com essa profissional para que ela divida seu tempo estimulando a criança quanto aos aspectos: motores, de linguagens, de percepção, além dos cuidados de higiene e alimentação. Pois, algumas babás pouco conversam com o bebê ou até mesmo não interagem com ele.

    Também a confiança será o elo dessa relação para que os pais possam deixar a babá levar seu filho à praçinha, à natação, etc. A criança ao ficar só em casa com a babá, ela perde o contato com os amigos, relação que se faz tão necessária para a trocas de experiências.

    Na minha opinião, a escolha entre creche ou babá, em primeiro lugar é uma decisão dos pais. E, esta escolha implica em total confiança. Antes de colocar um filho numa creche, os pais deveriam fazer várias visitas, tirarem suas dúvidas e principalmente observarem, se a criança está feliz no espaço escolhido. Só assim, os pais poderão tomar uma decisão que melhor atenda as suas expectativas.

    Fátima Uhr
    Psicopedagoga e Psicóloga Infantil
    CRP. 18.505-05

    O brincar faz parte da vida de toda criança. Ele possibilita o desenvolvimento da linguagem, coordenação motora, percepção, limites. Além de trabalhar a agressividade e o relacionamento interpessoal, entre tantos outros aspectos, que a criança desenvolve no período da infância.

    O primeiro objeto de brinquedo que a criança estabelece com o mundo é o corpo de sua mãe e, posteriormente, faz outras descobertas ao lidar com objetos concretos.

    O brincar, segundo vários autores, estrutura o pensamento, ajuda na relação com o imaginário e leva a criança a demonstrar seus sentimentos. Ela pode também rever seus conflitos, através do brinquedo, em um acompanhamento psicoterápico.

    Os brinquedos, hoje em dia, são muito sotisficados com alta tecnologia, despertando na criança a aprendizagem cogntiva, o desenvolvimento da coordenação motora, o uso da linguagem oral e o raciocínio lógico. Estes aspectos são relevantes para o bom desempenho cognitivo ou, até mesmo, para o equilíbrio emocional da criança.

    Mas, será que, as crianças de antigamente, ao brincarem com bonecas de pano ou de sabugo de milho, com pedrinhas, carrinhos de madeiras e outros, não tiveram elas um bom desenvolvimento?

    Conforme a autora, Sonia Parente (2012), escreve, em seu texto: “A Criação da externalidade do mundo”, ao citar Winnicot: “ver a criatividade ligada ao estar vivo, ao colorido de toda atitude com relação à realidade externa é que permite sentir que a vida é digna de ser vivida”. Não importa, comprar um brinquedo caro, com vários recursos sofisticados, para presentear a criança. Se a criança não estabelecer com ele uma relação de afeto, descoberta, criatividade, ou seja, se não despertar sua curiosidade, fantasia e imaginação, a compra do brinquedo perde o sentido.

    Quando meu filho era pequeno, ele mostrava interesse por vários brinquedos. Contudo, trocava qualquer um deles por uma caixa de papelão. Ele podia com sua imaginação criar várias coisas. Sentia-se livre para sonhar e atingir seus objetivos, porém, em alguns momentos, precisava lidar com a frustação de não conseguir fazer o que desejava. Mas, com ajuda ou até mesmo sozinho, ele tentava construir de novo, aceitando os desafios.

    Como muitos autores afirmam, o brincar ou melhor, este trabalho de criança, faz com que ela viva emoções, desejos, frustações, prazer, entre outros sentimentos, que nós, adultos, partilhamos no nosso dia-a-dia.

    Ao comprar um brinquedo precisamos, antes, analisar, se ele vai chamar a atenção da criança pequena, uma vez que ainda não fala. É preciso conhecê-la melhor.

    Quando a criança já sabe falar, geralmente deixa-se influenciar, cada vez mais, pelas propagandas, sem que ela, na verdade, tenha um interesse real por aquele brinquedo. Os pais devem estar atentos também para não se deixarem iludir por uma mídia manipuladora e consumista.

    No dia da criança não é importante dar um brinquedo sofisticado ou caro, mas sim, um que vá ao encontro dos desejos e sonhos da criança.

    Fátima Uhr
    Psicopedagoga e Psicóloga Infantil
    CRP. 18.505-05

    Começo meu texto com a citação de Winnicott, “Um bebê só, não existe”, ou seja, um bebê não consegue sobreviver sem a interação com o outro. Seja esse outro a mãe ou uma pessoa que cuida dele. É nessa interação que faz com que a mãe e o bebê estabeleçam sua relação de contato, de troca, de linguagem e de descobertas.

    Na verdade, essa troca já acontece desde o ventre. Entretanto a base dessa relação só é fortalecida, ou mesmo fundamentada na troca de olhares, toque, gestos, na comunicação (voz/linguagem), amamentação, etc, dia após dia .

    A cada experiência vivida juntos mãe/bebê vão construindo essa relação, descobrindo formas de comunicação e de entender o que cada um pensa e deseja. Por exemplo, a mãe já consegue identificar através do choro quando é fome, dor ou desconforto ( trocar a fralda).

    O bebê que fica em creche a partir dos 3 meses, é capaz de identificar e diferenciar a voz e o toque da mãe, em relação ao da berçarista, que o cuida durante o dia . Isto porque o primeiro vínculo já foi estabelecido entre mãe/bebê e serve como referência e segurança para ele. Mãe insegura na hora de adaptar seu bebê em creche, acaba passando esta insegurança para seu filho, tornando a adaptação difícil e ,muitas vezes, sofrida para todos.

    Mães que conversam com seus bebês estabelecem um processo de aquisição de linguagem oral em seus filhos muito maior do as que se mantêm silenciosas. A depresão materna, por exemplo, pode causar muita angustia e medo pela perda desse vínculo.

    Ter demonstrações de carinho, dar uma boa alimentação, cuidados de higiene e saúde, manter a vacinação em dia e ter certeza que deseja ser mãe, tudo isto, faz com que o vínculo mãe/bebê se estruture com bases sólidas, possibilitando um bom desenvolvimento do bebê.

    Podemos repensar a importância desse primeiro contato da criança com a mãe e a importância dos efeitos que os ganhos e perdas desse vínculo, vão trazer para a vida da criança. .Eles são fundamentais para relação que está sendo construída nessa fase da infância.

    Fátima Uhr
    Psicopedagoga e Psicóloga Infantil
    CRP. 18.505-05